São dez horas da noite.
Um homem de capuz negro caminha em
meio a chuva.
Ao chegar a uma viela tomada pela
penumbra da noite, o homem para e fita seu olhar sombrio em direção as trevas
aguardando algo.
Passado alguns minutos, dois pontos
luminosos de escarlate surgem em meio as trevas a um metro do nível do
solo.
Duas laminas prateadas cravadas de aerógrafos, deslizam
para fora das mangas do casaco, do homem do capuz negro, as laminas possuíam 1,25 de comprimento.
Som metálico ecoa da viela enquanto
os pontos luminosos se erguem a 4 metros de altura, logo em seguida o som de asfalto
esmagado misturado ao de engrenagem começam a se aproximar.
O homem de
capuz negro, para como quem admira a chuva e a brisa da noite pela ultima vez.
Ele respira profundamente e corre a uma velocidade surpreendente em direção
aos pontos luminosos.
Faíscas e o som
de metal sendo cortado começam a vir da viela logo em seguida clarões gerados
por rajadas e disparos.
Sangue jorra
para fora da viela seguido por um grito de dor e o som de uma lamina caindo ao chão.
As faíscas e os clarões se tornam cada vez mais intensos ate que o som seco de
uma estrutura metálica de peso descomunal tombando ao chão ecoando pela
viela...
Por alguns estantes
a viela fica em silencio ate que passos acompanhados de dois pontos luminosos começam
a vir em direção a luz.
Pode ser visto
saindo da penumbra da viela um homem de capuz negro segurando com seu braço
esquerdo um cabo elétrico que sustenta uma
esfera metálica com dois pontos luminosos, o braço direito foi decepado
e seu casaco estava encharcado de sangue.
O homem de
capuz negro começa a cambalear ate que caia de joelhos, ele olha para as nuvens
negras que encobrem a lua deixando cair à esfera de metal que cria uma pequena
cratera no asfalto, a chuva limpa o sangue que esta por todo seu corpo.
O homem do capuz negro tomba sem
vida, com o rosto no asfalto.
fim.
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